segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Yoani - ou como acumular dinheiro num regime socialista

Estava este diletante e divagante blogueiro a ler o portal da Deutsche Welle (DW) - pois que este que vos escreve ainda não se conformou de que nunca >> NUNCA << aprenderá alemão direito - e eis que surge, em meio ao "catado" de superficialidades sobre o que de importante ocorre atualmente mundo afora, uma nota de meras 10 linhas sobre Cuba. (Aqui, para quem quiser ler, no penúltimo parágrafo)

Não, apressado leitor, não era sobre a Yoani. 

Mas não faça cara de triste e, por favor, tenha paciência de ler até o final.
Em breve veremos a mesma pose em todas
as publicações sobre economia 

Pronto? 

Pois bem, a nota da DW tratava da autorização de viagem para os cidadãos cubanos recém aprovada pelo governo da ilha. Segundo dizia a nota, a autorização de viagem não traz lá grande mudança para o cotidiano do povo cubano, que por razões financeiras ainda é impedido de dar-se a si tal regalia. 

Foi aí então que plötzlich, não mais que plötzlich pus-me a pensar:

- A imprensa alemã é mesmo amadora; e particularmente preconceituosa com Cuba.

E além disso, desinformada! 

Será que a DW não está a par da viagem por 12 países recém-iniciada pela blogueira Yoani????

E essa não é uma prova incontestável de que é possível acumular bastante capital privado num país autoritário como a ilha de Fidel? 

Ora, se o que digo acima não está correto, então eu teria de admitir ou que a viagem da blogueira é custeada com receitas escusas, ou que ela ao longo de todo esse tempo foi de alguma forma privilegiada de uma forma vedada aos demais habitantes da ilha.

E isso seria um absurdo dizer da nobre madretereza da internet blogueira perseguida. . .


Seria inclusive motivo para levantarmos dúvidas sobre a legitimidade de sua cruzada (para usar um termo que agradaria aos amigos que ela fez no congresso brasileiro, Bolsonaro à frente). 



E não queremos tais suspeitas infundadas, certo???

Elas não passam de trololó petista, diria o outro sofredor, só que de bolinhas assassinas de papel. . .

E quem ousar dizer o contrário, que vá para Cuba, como aconselha a também diplomata âncora do SBT.

O que é mais plausível pensar é que se trata de um dom único que tem a autoproclamada diplomata popular, e Rapunzel caribenha nas horas vagas, para acumular dinheiro num país socialista! 

Em breve, ela revolucionará a economia. Marx será definitivamente e irremediavelmente enterrado.

Isso sim é espírito empreendedor! Isso mostra que o "espírito estadounidense" não reconhece fronteiras. 

Não é essa a única conclusão possível, carapálida?!

Acaba que liberdade de imprensa é um bom negócio! 

Just business.

_________________________

Ps.: Uma das razões da escrita deste post é o acompanhamento da imprensa daqui da Alemanha sobre a saga da cubana, já que ela anunciou que passará por aqui. A imprensa alemã é de fato digna do nome, apesar de, obviamente, ter suas preferências e interesses a defender. 

Por aqui também existe um certo discurso de imparcialidade positivista, quase, que é funesto para a atividade crítica. Mas há de se admitir que por estas bandas há mais vozes e nem todas elas consoam. Tampouco as dissonantes são taxadas de compradas ou a serviço deste ou daquele, de acordo com a paranoia do perseguido da vez. E isso já é muito mais do que o que temos no Brasil.

Isso a mim me parece particularmente relevante, dado o protagonismo da Alemanha no contexto da UE e das implicações disso para uma visão geral de mundo. Por aqui a luta contra os "vermelhos" também foi travada; os primeiros a fazê-lo foram os nazistas. . . Depois disso, aqui foi o marco zero e símbolo maior da disputa na Guerra Fria. E é também aqui que a esquerda ressurgiu com aquilo que penso estar entre as mais "realistas" propostas alternativas ao neoliberalismo.

Mas deixemos o causo para o momento em que a blogueira der as caras por aqui.


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