quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Anonymous desmascara a Veja

Saiu no Viomundo

"A Veja desta semana tenta linkar o movimento Anonymous com os protestos anti-corrupção no Brasil, utilizando a máscara de Guy Fawkes, símbolo do movimento, em sua capa. Um show de manipulação, já que uma coisa não tem nada a ver com outra."

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Pitaco d'O Caraíba

Pois é. 

É uma estratégia que vem sendo pensada faz um tempo.

Depois de fazer cairem no descrédito todas as manifestações legitimamente populares - do MST à greve dos professores (e, no caso de SP, até confronto entre polícia civil e militar), agora a Veja e os demais instrumentos ideológicos da vanguarda do atraso paulista querem mobilizar o povo, indignado com a corrupção no Brasil.

E os movimentos têm sido um fiasco. 

Esvaziados. 
E mais: carentes de legitimidade, pq boa parte daqueles que faziam volume nessas manifestações na verdade eram figurantes contratados. Empunhadores-de-bandeira que cobram por hora, talvez.

E outros mais - militantes partidários de uma oposição que não tem rumo desde 1998 - querendo aproveitar a ocasião pra aparecer.

Mas não colou.

Essa oposição sempre quis uma democracia sem povo - como professa o Instituto Millenium, criado há cerca de um ano, acredito, para servir de substituto ao IPES

E agora querem o povo nas ruas! Para reeditar as marchas conservadoras da década de 1960 que culminaram no golpe de 1964. 

É uma atitude desesperada de um grupo de empresários e de pessoas que ganharam muito com a manutenção de um status quo que não favorece a nenhum de nós. 

E depois saem às ruas com um movimento ridículo como o dos cansadinhos.

Só podia ser em SP. . .

Mas felizmente parece-me que algumas coisas estão mudando. 

Veja, Folha, Globo e afins já não têm a penetração que tinham antes. 

Já não convencem.

As pessoas se informam de outros modos. 

E respondem mais rápido. Um exemplo é a própria resposta do grupo Anonymous à Veja, que pode ser vista neste video.

 
Além de imediatas, como no caso do churrasco da gente diferenciada, as respostas são boas.

E são independentes.

Já há uma rede boa de blogs que conseguem ventilar suas causas e trazer à tona informações deliberadamente sufocadas pela mafiomídia brasileira.

Até a tática do spam - tão eficiente na campanha de 2010 para disseminar boatos dos mais escabrosos - tende a diminuir. 

Cretinos, estúpidos, preconceituosos, mal-intencionados e afins vão continuar a existir. 

Mas a facilidade para conseguir informação é cada vez maior.

E não podemos menosprezar a capacidade das pessoas de avaliar criticamente as informações que recebem.

Ventos novos já sopram. 

Não sou exatamente um partidário do otimismo iluminista, por isso não acredito exatamente que as mudanças representarão a entrada da humanidade num outro e melhor patamar. 

Mas certamente as coisas ficarão diferentes.

De certa forma, desenha-se aqui uma fragmentação que não é muito bem-vinda, principalemtne quando se considera os efeitos dos excessos de seu oposto - o fascismo - que cresce em mesmo grau.

E o fascimo é sempre moralista, reacionário e retrógrado. Tal como a Veja.

O apelo fascista é pela moral e pelos bons costumes - que são muito discutíveis. . . 

E se as nossas manifestações continuarem a ter um fundo meramente moralista, elas não vão vicejar.

Não nesse mundo esfacelado em que vivemos. 

Precisamos de algo que se coloque para além e mais profundamente do que o moralismo terrorista ao qual apela a Veja. 

Mas a mudança que precisamos, ela não quer. 

A revolução não será compartilhada no Facebook, nem será tuitada.

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