sábado, 25 de junho de 2011

Don't mix races: assustador!

Reproduzo aqui um post da Maria Frô que é chocante.

Não tenho muitas outras informações sobre o video além das que a Maria Frô nos traz.

Mas a existência disso, com esse discurso tão equivocado quanto preconceituoso, é por si só complicada. . .


Segue o post da Maria Frô.

Nesta semana, no Brasil, começamos esta campanha linda aqui: #infanciasemracismo.


Enquanto isso nos EUA:






Trata-se de um programa de tevê estadunidense, triste no formato, na inadequação (as crianças mal conseguem ler os roteiros) mas, principalmente triste porque defende o indefensável: o discurso da supremacia branca e cristã.

Walt Disney Company demorou 86 anos para levar para as telas do cinema uma protagonista negra. O comentário depreciativo sobre o filme “The Princess and The Frog” além de servir como reforço ao discurso contra união interracial, serve também para estigmatizar religiões afro.

Fico me perguntando qual é a fronteira legal nos Estados Unidos que permite discursos como estes serem veiculados na tevê. Recorrer à Primeira Emenda para defender estas sandices me parece um absurdo.

De todo modo, da próxima vez que você sentir inveja dos EUA com este eterno complexo de colonizado, lembre-se de Andrew Pendergraft e imagine um vídeo de crianças negras fazendo algo semelhante.

O vídeo foi legendado pelo @quantotempodura que fez uma breve pesquisa sobre os mentores da intolerância racista, reproduzo-a:

“O nome do garoto é Andrew Pendergraft. A família dele inteira faz parte da KKK. Por sinal, ele é neto de um dos fundadores, Thomas Robb. Assim sendo, o garoto foi criado desde o nascimento pra ser racista.

Andrew já faz o “The Andrew Show” há vários meses. Em todo episódio é a mesma coisa: ele começa falando de algum assunto qualquer pra na sequência encaixar esse assunto com… “Dont mix races”

“Dont mix races” – Não misture as raças. Para Andrew, quer dizer, pra quem escreve os discursos de Andrew, brancos devem ficar afastados de negros, asiáticos, etc. Tudo para manter a “Supremacia branca”

Andrew está com 10 anos e já divulga o racismo pelo mundo afora, graças à sua família maluca.

Assista, sinta nojo e entenda que pro racismo acabar, você tem que criar seus filhos direito.”
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PS d'O Caraíba: Não vejo o Brasil tão distante disso. Lembremos que nessa semana tivemos um "tuitaço" da #consciênciabranca e do #orgulhohetero. (Há um posti interessante na mesma Maria Frô, aqui, sobre o assunto.) E lembremos também da nossa xenofobia regionalista, encarnada na digníssima Mayara Petruso. 
Em tempos de integração mundial, há um movimento em São Paulo chamado MRSP - Movimento República de São Paulo, que é um misto de imbecilidade falta de inteligência, imediatismo e racismo, mesmo.

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