sábado, 28 de maio de 2011

Supermercado Vegan na terra da Salsicha

Da DW, traduzido pelo INR.


Inaugurado em Dortmund (Alemanha) o primeiro supermercado vegan da Europa
tradução: Denise Gonçalves


Esqueça o salsichão com cerveja. Dortmund agora abriga o único supermercado totalmente vegan da Europa. Oferecendo chocolates, imitação de atum e até comida para cães, a loja espera faturar com este mercado ainda pequeno, mas em franca ascensão.

Famosa por sua indústria de mineração e jeitão operário, Dortmund é uma escolha improvável para o primeiro supermercado vegan da Europa.
"Abrir um supermercado sem nenhum produto de origem animal parece uma coisa maluca", disse o eticista animal e proprietário da loja, Ralf Kalkowski. "Mas as pessoas estão festejando".

O Vegilicious, que abriu no dia 26 de fevereiro, ocupa mais de 100 metros quadrados no centro da cidade, o que, tecnicamente, faz da loja o único supermercado vegan da Europa.

Usando soja, condimentos e óleos para suplementar os ingredientes tradicionalmente de origem animal, as prateleiras estão repleta-as com mais de 1500 produtos. O Vegilicious oferece barras de chocolate, cereais e até imitações de carne, como falsas asas de frango, que usam palitos de cana-de-açúcar para servir de "ossos".

"As pessoas podem dizer que não vivem sem queijo, e nós temos 30 diferentes alternativas para o queijo", disse Kalkowski, que tem como sócia sua esposa Kim. "Você encontra tudo que você acha que está lhe faltando, então não há mais necessidade de comer produtor animais."

Tendo começado com um café e uma loja online, os Kalkowski e seus 16 funcionários hoje atendem de 120 a 150 pessoas por dia. Eles conseguiram até atrair clientes não humanos, vendendo comida vegan para cães e gatos.
"É absurdo resgatar um animal e alimentá-lo com outro animal morto" ele disse.

O que é veganismo?
Os veganos se abstêm de alimentos que contenham qualquer produto de origem animal, incluindo ovos, mel e leite. É isso que os diferencia dos vegetarianos, que só não comem a carne.


"Os veganos acreditam que os animais devem ser deixados em paz, não se trata somente de evitar crueldades", disse Amanda Baker, da Sociedade Vegana do Reino Unido. "Se você cria animais para consumo, você necessariamente os priva de sua liberdade."

Baker afirmou ao Deutsche Welle que muitos machos são mortos ao nascerem porque não podem reproduzir, enquanto as fêmeas são exploradas para reproduzirem artificialmente, o que diminui dramaticamente sua expectativa de vida.
"Por exemplo, a indústria de laticínios e a indústria da carne são a mesma indústria. Não dá para separar uma da outra", ela afirmou.

Além da questão ética, alguns escolhem o veganismo por causa dos problemas com o meio ambiente. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o setor de criação de animais é responsável por 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa, sendo também uma das maiores causas do desmatamento e poluição da águas.

O veganismo também proporciona benefícios para a saúde, pois o alto consumo de carne está relacionado com doenças cardiovasculares, que são responsáveis por 49% das mortes por ano na Europa.


Kalkowski explicou que muitos dos clientes mais idosos fazem compras no Vegilicious por questões de saúde, pois seus produtos são isentos de colesterol.

Mitos sobre o veganismo
O veganismo foi estigmatizado como caro e excessivo e os veganos são comumente taxados de extremistas por ir além do vegetarianismo, de acordo com Kalkowski, que lamenta as reações de alguns carnívoros frente à abertura do Vegilicious.


Ele disse que na primeira vez que o supermercado apareceu na imprensa, o jornal foi forçado a retirar comentários online que instigavam uma manifestação pró-carne diante de seu estabelecimento.


Ele crê que esses preconceitos estão baseados em mitos, dos quais o maior é a crença de que uma dieta sem a inclusão de carne não fornece ao corpo os nutrientes vitais.

"Você tem todos os nutrientes de que precisa numa dieta estritamente vegetal, exceto pela vitamina B12", Kalkowski explicou, "e isso é algo que suplementamos com um produto que vem da Inglaterra."


Importar produtos da Inglaterra, Estados Unidos e até da Austrália é comum, mas uma parte significativa dos produtos vegan são produzidos na própria região, de acordo com o maior atacadista de produtos vegan da Alemanha, a AVE*.

O proprietário da AVE, Tobias Graf, acredita que a popularidade do veganismo está aumentando, e não somente porque seu negócio está crescendo muito.
"Nos últimos anos, muitos produtos novos se firmaram, muitos foram produzidos e descobertos", ele disse. "Nós mesmos temos crescido 100% por ano nos últimos três anos."


Não são somente os veganos que estão aderindo a essa onda. "Não, eu não sou vegano", explicou um cliente do Vegilicious. "Nem nunca experimentei comida totalmente vegana. Mas acho bom que agora possa experimentar."

Ralf Kalkowski tem esperança de que seu supermercado estimule mais pessoas a comprar produtos sem ingredientes animais, mas a dúvida ainda paira no ar qual é o verdadeiro gosto dos produtos veganos?


"Eles têm gosto muito melhor" ele disse, "porque você come com a consciência tranquila."

* (AVE=Absolute Vegan Empire http://www.absolute-vegan-empire.com/ )

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Interessante, diria uma índia a um caraíba. . .



De cá, não me animo com a notícia a ponto de tomá-la como um presságio de bons tempos vindouros.


Se bem que me alegro como quem terá lá mais uma opção para chegar mais uma vez à evanscente essência de Konsument-Dasein (termo que acabo de cunhar no meu Embromeister-Deutsch).

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