domingo, 24 de abril de 2011

Semicultura - reflexão a partir do caso comparativo Écim e Lula, o tosco

Para todos aqueles que ainda insistem em dizer que a midia paulista é imparcial e minimamente confiável, sugiro a leitura deste post no blog do Azenha, que reproduz e acrescenta alguns dados à matéria publicada na Carta Maior sobre o recente caso do tucano mineiro pego em blitz da lei seca. 
Já reproduzi aqui algumas contribuições dadas pelo esplendoroso Cloaca e pelo Quanto Tempo Dura? .  
E realmente penso que a Veja, o Globo, a Folha e, enfim, o PiG como um todo não poupariam o ex-presidente de forma alguma se fosse ele a ser parado em uma blitz. Afinal, fama de bebum ele sempre teve. Imaginem a reação da Urubóloga! (*)E o Reinaldinho Cabeção, então ???? (**) 

Eu poderia ainda falar do baixo-clero da pig'ada, que tem figuras como Sardenberg, Merval e tantos outros que buscam seu lugar ao sol - paradoxalmente, promovendo anunciando e promovendo as trevas!!! ( Trocadilho filosófico com o Esclarecimento, movimento cultural que buscava a emancipação individual e coletiva por meio do uso livre da razão. O que implica uma postura que não pode estar comprometida com ideologias sem que estas passem pelo "tribunal da razão", ou seja, ao exame crítico desinteressado.)  - eu poderia me referir a eles, mas eles não dão "sustança" para um debate.

Passemos agora dos emissores aos receptores da comunicação.

Quantos "cults" não conhecemos que julgam estar ao par das últimas - na ponta da flecha da atualidade informacional - por ouvirem diariamente a CBN, lerem Folha, Estadão ou Globo, e, para os mais internéticos, navegarem no portal da Uol, ou do G1?! E, por último, mas não menos assistido, o JN!!! - a cereja do bolo da pseudo-informação!!!

Ah, sim, e depois disso, recebem dicas de cultura (sic) de revistas como a Veja SP.

Essa é uma das coisas que mais me causam vergonha alheia.

Não pela pouca tinta das informações das quais dispõem, mas pelo fato de acreditarem que possuem muita. 

Ou de acharem que aquilo foi feito para pessoas com nível intelectual acima da média.

Nesse caso, precisamos saber qual é a régua usada. (Aqui neste espaço já reproduzi uma informação interessantíssima que mostra como as coisas não são bem como esse público, idiotizado, pensa. . . Vale conferir aqui.)

Há também as versões mais jovens disso, compostas sobretudo por aqueles que assistem CQC e realmente tomam aquilo como uma produção jornalística relevante para ser discutida.

O termo jovem, que usei acima refere-se mais à imaturidade intelectual do que à idade biológica, pois conheço uns e outros suuuuuupercults que assistem isso e que não são recém-adultos (embora ainda sejam criançolas do tipo que moram com papai e mamãe, e isso com todas as típicas consequências acarretadas). De fato, alguns deles ocupam postos de trabalho que exigiriam um pouco mais de, digamos. . . capacidade intelectual.

Não que eu não veja espaço na sociedade para as pessoas que assistem CQC - ou melhor, para as que consideram o CQC algo além da mesma produção clichê estereotipada e pseudo-crítica que é padrão de entretenimanto (veja: entretenimento, não informação, nem mesmo cultura!!!) da midia convencional. Ou será que essas pessoas estão cientes da linha editorial da Band? Ou será que se esqueceram que o mais notável âncora da emissora é um ex-integrante do CCC e notório elitista preconceituoso? Não que eu esperasse algo a mais de alguém formado (sic) pelo Makenzie . . . Digo, pela área de ciências sociais (sic) do Makenzie.

No fundo, leitor, as coisas se mesclam, não?!

O filósofo alemão Theodor Adorno tem um termo muito interessante que resume tudo o que disse aqui: semicultura. O que eu chamo de pseudocultura, ou pseudo-informação, ao longo deste inútil post.Seu conceito é simples, tal qual traduzido por uma professora que tive: mais vale um bolso vazio, do que dois cheios de moedas falsas.

Numa argumentação, as premissas são o mais delicado. Pois tudo o que você constroi sobre elas cai quando elas caem. E, nesse caso, o único artifício é o silêncio, tal qual vemos o Reinaldinho Cabeção e demais pigueanos praticando sobre o caso da blitz que pegou o último varão da UDN na curva. . .

E, depois de tudo o que disse aqui, vai ter um tosco a ler e dizer, com o peito arfado: claro, ele é lulista!

Nada mais óbvio e previsível de alguém com uma cabeça binária, que só consegue ver X e Y, nada mais. 

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(*) Aqui em referência a Mirian Leitão, carinhosamente apelidada por PHA por conta de seus sempre motivadores comentários de jornalismo econômico (que não é nem uma coisa nem outra).
(**) Trata-se de um pseudo-jornalista assim apelidado pelo blog da Tia Carmela. É um dos hospedeiros do DNA da UDN hospedado no portal da Veja, o arauto do pensamento medieval paulistano.

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