sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Casamento, o suspiro e os bobos.

Fantástica contribuição do Azenha, à qual eu acrescento uma charge do Vermelho:




Dá para ouvir o suspiro de alívio universal quando uma mulher assume o papel que muitos imaginam seja o “verdadeiro” papel de mulher: princesa.
Plebeia que ascende não por méritos próprios, mas pelo casamento.
É de passar mal.

_______________________________________
_______________________________________

É o que este diletante blogueiro chama de espírito amouco, presente em doses altas no DNA do Reinaldinho Cabeção e, pelo visto, latente em muito mais pessoas do que eu gostaria de admitir. . .  

BUUU PARA O LULA!

Texto de Luís Fernando Veríssimo, ótimo como sempre, via Escrevinhador.

Para quem não conhece o quadro, trata-se de uma obra, do
acervo permanente do MASP, de Candido Portinari
de nome Os Retirantes.





BUUU PARA O LULA! 
Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.
- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior – tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.
- A nova classe média nos descaracterizou?
- Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada…
- Buuu para o Lula, então?
- Buuu para o Lula!
- E buuu para o Fernando Henrique?
- Buuu para o… Como, “buuu para o Fernando Henrique”?!
- Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?
- Sim. Não. Quer dizer…
- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.
- Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.
- Por quê?
- Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.
- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?
- Acho, mas…
Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Desafio da Democracia - II

Por parte daqueles que viveram sob regimes totalitários, havia muita desconfiança quanto ao governo que comandava a nação, a suspeita de estarem sempre sendo vigiados, além da noção de que não sabiam verdadeiramente o que se passava na região, tomava conta da população. O desejo pela liberdade era grande, não por si só no âmbito literal da palavra, mas era realmente uma busca pelo "esclarecimento". Essa sim era a real liberdade almejada, ninguém quer ser privado do conhecimento.
Na prática, com o fim de um regime totalitário, é grande a sensação de liberdade, de poder político, e realmente a tal diferença, entretanto quando, por direito, passamos a saber mais sobre a política que governa o mundo, percebe-se a existência de um oligopólio que, de certa forma, controla as ações que tomamos, desta vez subjetivamente levando um "cidadão" a pensar, erroneamente, que é emancipado politicamente.
Cabe à democracia, ser um governo imparcial, que torne sua população "esclarecida", ou seja, é preciso lhes dar emancipação política. Este no entanto é seu maior desafio, visto que é dado às pessoas, também, o direito de serem diferentes econômica e socialmente manter um padrão econômico superior. A melhor arma para efetuar isto é através da palavra. Descoberta feita rapidamente com o advento da sociedade, tornando improvável a imparcialidade.
O meio de evitar tal imparcialidade, por sua vez é através de participação política igualitária. Proporcionar meios para que todos possam brigar, de maneira igual por seus direitos, é fundamental.

__________________________________
__________________________________

Texto redigido por Guilerme Feitoza, 17 anos, guarulhense.

1ª Bicicletada guarulhense

Enviado por Enrique

Guarulhos promove 1ª Bicicletada da Juventude

25/04/2011 - 17:38



Passeio ciclístico movimenta a cidade domingo

Mais que um passeio por algumas das principais vias públicas da cidade, a 1ª Bicicletada da Juventude de Guarulhos, que ocorre neste domingo (1º), às 9 horas, pretende promover a discussão e conscientização das pessoas sobre o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável, saudável e alternativo.



A iniciativa é promovida pela Coordenadoria da Juventude e tem apoio das secretarias de Transporte e Trânsito e de Esporte, Recreação e Lazer, além da ONG Movimento Ciclista Alvorosso. A expectativa da organização é que cerca de 400 ciclistas participem da ação.


“Atividades como essa são fundamentais para incentivarmos os jovens a defenderem cada vez mais os preceitos da sustentabilidade e da responsabilidade social. Assim, estaremos contribuindo para formarmos cidadãos conscientes do seu papel na sociedade”, afirma o coordenador da Juventude, Wagner Hosokawa.



Para participar da 1ª Bicicletada da Juventude de Guarulhos basta fazer inscrição gratuita pelos telefones 2408-5604 / 2475-8616 ou pelo site www.guarulhos.sp.gov.br/portaleventos. Quem não conseguir se cadastrar antecipadamente deve levar o RG no domingo e se inscrever momentos antes do passeio. Haverá sorteio de brindes para quem fizer o passeio.



A concentração está prevista para as 9 horas, na avenida Papa João XXIII, no portão principal do Bosque Maia. De lá, os ciclistas seguirão pelas avenidas Paulo Faccini e Presidente Tancredo Neves rumo à ciclofaixa existente na avenida Ministro Evandro Lins e Silva, ao lado do Hospital Geral do Cecap.



“A presença do poder público em uma iniciativa como essa é importante por sinalizar a necessidade de se pensar em meios de transporte alternativos aos veículos movidos por combustível fóssil”, diz o coordenador do Movimento Ciclista Alvorosso, Péricles Moreira dos Santos.



CIRCULAÇÃO SEGURA – Segundo Fernanda Mayumi, coordenadora da Escola Pública de Trânsito (EPT), órgão ligado à Secretaria de Transportes e Trânsito, convém lembrar alguns cuidados essenciais para a movimentação segura dos ciclistas.



“É preciso sempre usar capacete e equipar a bicicleta com luzes, adesivos refletivos e espelho retrovisor. Para ser visto pelos motoristas, o melhor é trajar roupas claras, principalmente à noite. Antes de fazer uma manobra, procure sinalizar com o braço”, aponta.



Ela orienta ainda os amantes da “magrela” a evitar circular por calçadas e a obedecer a sinalização de trânsito. “Nunca ande na contramão de direção e se estiver em grupo pedale em fila única. Nas vias de maior tráfego, preste bastante atenção às curvas, cruzamentos e pontos de ônibus. Por fim, tenha cuidado ao ultrapassar carros estacionados, já que a porta pode ser aberta de repente”, enumera Fernanda Mayumi.



domingo, 24 de abril de 2011

Semicultura - reflexão a partir do caso comparativo Écim e Lula, o tosco

Para todos aqueles que ainda insistem em dizer que a midia paulista é imparcial e minimamente confiável, sugiro a leitura deste post no blog do Azenha, que reproduz e acrescenta alguns dados à matéria publicada na Carta Maior sobre o recente caso do tucano mineiro pego em blitz da lei seca. 
Já reproduzi aqui algumas contribuições dadas pelo esplendoroso Cloaca e pelo Quanto Tempo Dura? .  
E realmente penso que a Veja, o Globo, a Folha e, enfim, o PiG como um todo não poupariam o ex-presidente de forma alguma se fosse ele a ser parado em uma blitz. Afinal, fama de bebum ele sempre teve. Imaginem a reação da Urubóloga! (*)E o Reinaldinho Cabeção, então ???? (**) 

Eu poderia ainda falar do baixo-clero da pig'ada, que tem figuras como Sardenberg, Merval e tantos outros que buscam seu lugar ao sol - paradoxalmente, promovendo anunciando e promovendo as trevas!!! ( Trocadilho filosófico com o Esclarecimento, movimento cultural que buscava a emancipação individual e coletiva por meio do uso livre da razão. O que implica uma postura que não pode estar comprometida com ideologias sem que estas passem pelo "tribunal da razão", ou seja, ao exame crítico desinteressado.)  - eu poderia me referir a eles, mas eles não dão "sustança" para um debate.

Passemos agora dos emissores aos receptores da comunicação.

Quantos "cults" não conhecemos que julgam estar ao par das últimas - na ponta da flecha da atualidade informacional - por ouvirem diariamente a CBN, lerem Folha, Estadão ou Globo, e, para os mais internéticos, navegarem no portal da Uol, ou do G1?! E, por último, mas não menos assistido, o JN!!! - a cereja do bolo da pseudo-informação!!!

Ah, sim, e depois disso, recebem dicas de cultura (sic) de revistas como a Veja SP.

Essa é uma das coisas que mais me causam vergonha alheia.

Não pela pouca tinta das informações das quais dispõem, mas pelo fato de acreditarem que possuem muita. 

Ou de acharem que aquilo foi feito para pessoas com nível intelectual acima da média.

Nesse caso, precisamos saber qual é a régua usada. (Aqui neste espaço já reproduzi uma informação interessantíssima que mostra como as coisas não são bem como esse público, idiotizado, pensa. . . Vale conferir aqui.)

Há também as versões mais jovens disso, compostas sobretudo por aqueles que assistem CQC e realmente tomam aquilo como uma produção jornalística relevante para ser discutida.

O termo jovem, que usei acima refere-se mais à imaturidade intelectual do que à idade biológica, pois conheço uns e outros suuuuuupercults que assistem isso e que não são recém-adultos (embora ainda sejam criançolas do tipo que moram com papai e mamãe, e isso com todas as típicas consequências acarretadas). De fato, alguns deles ocupam postos de trabalho que exigiriam um pouco mais de, digamos. . . capacidade intelectual.

Não que eu não veja espaço na sociedade para as pessoas que assistem CQC - ou melhor, para as que consideram o CQC algo além da mesma produção clichê estereotipada e pseudo-crítica que é padrão de entretenimanto (veja: entretenimento, não informação, nem mesmo cultura!!!) da midia convencional. Ou será que essas pessoas estão cientes da linha editorial da Band? Ou será que se esqueceram que o mais notável âncora da emissora é um ex-integrante do CCC e notório elitista preconceituoso? Não que eu esperasse algo a mais de alguém formado (sic) pelo Makenzie . . . Digo, pela área de ciências sociais (sic) do Makenzie.

No fundo, leitor, as coisas se mesclam, não?!

O filósofo alemão Theodor Adorno tem um termo muito interessante que resume tudo o que disse aqui: semicultura. O que eu chamo de pseudocultura, ou pseudo-informação, ao longo deste inútil post.Seu conceito é simples, tal qual traduzido por uma professora que tive: mais vale um bolso vazio, do que dois cheios de moedas falsas.

Numa argumentação, as premissas são o mais delicado. Pois tudo o que você constroi sobre elas cai quando elas caem. E, nesse caso, o único artifício é o silêncio, tal qual vemos o Reinaldinho Cabeção e demais pigueanos praticando sobre o caso da blitz que pegou o último varão da UDN na curva. . .

E, depois de tudo o que disse aqui, vai ter um tosco a ler e dizer, com o peito arfado: claro, ele é lulista!

Nada mais óbvio e previsível de alguém com uma cabeça binária, que só consegue ver X e Y, nada mais. 

____________________________________
____________________________________

(*) Aqui em referência a Mirian Leitão, carinhosamente apelidada por PHA por conta de seus sempre motivadores comentários de jornalismo econômico (que não é nem uma coisa nem outra).
(**) Trata-se de um pseudo-jornalista assim apelidado pelo blog da Tia Carmela. É um dos hospedeiros do DNA da UDN hospedado no portal da Veja, o arauto do pensamento medieval paulistano.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Desafio da democracia

O Principal desafio da democracia é a participação do povo na política. A conquista do poder participativo foi o primeiro passo para a teoria de liberdade e o principal agente a favor da apatia é a industria cultural que usa do seu domínio comercial para reduzir o sentimento de liberdade a escolhas imbecis, por exemplo, a democracia que é a política para ou pelo povo, se reduziu apenas ao voto. A ciência, que deveria ter um papel no trabalho de emancipação do indivíduo, possui na prática a função de segregar o conhecimento, e ter acesso a este conhecimento integral ou parcialmente maior é luxo de poucas classes. Dando espaço a medidas totalitárias justificadas pelo desinteresse político, acreditava-se que um regime totalitário impedia o povo de ser livre, mas após o fim destes regimes(na teoria), a autonomia esperada não aconteceu, na verdade houve apenas uma troca de poderes, onde havia um regime agora há uma indústria com vários “braços” impedindo a total emancipação política e racional.
O desejo de liberdade para quem viveu ou vive em regimes totalitários é extremamente vago, se comparado ao ideal iluminista de liberdade, acredita-se que a liberdade deva vir de baixo pra cima, ou seja o individuo deve se libertar com o auxilio do ideal de democracia participativa para que no futuro haja um regime, ou melhor uma sociedade liberta.

______________________________________________
______________________________________________

Escrito por Janine Pinho Monteiro - 17 anos; futura economista; guarulhense - quando questionada acerca do desafio da democracia hoje. 

Esses são os momentos em que ser professor vale a pena. . . 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mensagem enviada ao Vereador Wagner Freitas


Caro Vereador Wagner Freitas,

tendo em vista que o senhor é o propositor da PL nº 330/05, venho por meio desta pedir ao senhor, em nome de todos aqueles que se preocupam com os direitos dos animais, bem como daqueles que enxergam para Guarulhos um futuro - em termos econômicos e sociais - mais promissor do que aquele que será trazido por meio da promoção de atividades baseadas na crueldade para com outros seres, que o senhor considere a retirada de sua propositura.

Felizmente vivemos hoje numa sociedade em que as informações circulam com muito mais rapidez e que, dessa forma, permite que as pessoas se organizem e se esclareçam sobre os diversos assuntos que lhes interessem. Essa mesma sociedade tem hoje muitas formas de se organizar e de reivindicar seus direitos, ou, que seja, de impedir que injustiças sejam feitas.

Outrossim, na qualidade de cidadão guarulhense, não gostaria de ver a cidade que tanto prezo caminhando na contra-mão da história, já que vemos que a própria Espanha, que tem arraigada em sua cultura a tradição das touradas, vem paulatinamente desestimulando tal atividade e coibindo, pouco a pouco, sua prática.

Do ponto de vista científico já não há qualquer dúvida da acentuada capacidade sensível de animais como os bovinos, que sofrem desnecessariamente para que uma mera atividade de entretenimento tenha lugar. Há ainda diversos documentários que mostram os maus tratos a que são submetidos os animais que são postos em rodeios e atividades similares.

Guarulhos é uma cidade de potencial ímpar, que deve ser explorado em sua totalidade, mas é hora de refletirmos sobre o tipo agressivo e insustentável - do ponto de vista ambiental -, além de indefensável, do ponto de vista ético, de desenvolvimento que estamos promovendo.

Juntos podemos construir uma cidade que seja modelo de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade e respeito para com os animais, parte integrante e indispensável do meio-ambiente. O art. 26 da Lei n° 6033/04, que o senhor pretende suprimir, é uma das provas de que nossa cidade pode ser pioneira em práticas que logo serão adotadas por outras tantas preocupadas em pensar o futuro, sem imediatismos e sem atropelar o princípio básico da ética - o reconhecimento de que o outro (no caso, o bovino), tem os mesmos direitos que nós a buscar para si toda a felicidade que não fira a liberdade dos demais.

Aguardo e dou fé de uma resposta positiva do senhor.

Cordialmente,

Rafael R. Garcia, cidadão guarulhense, professor e militante por um mundo melhor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Não aos Rodeios em Guarulhos


 
                                                                                                           08/04/2011
 
 
Escreva para os Vereadores de Guarulhos-SP pedindo que votem contra o PL 330/05 que quer suprimir o artigo 26 da Lei Municipal 6033/04 (que proibe rodeios).

 
SUGESTÃO DE TEXTO
 
Caro(a) Vereador(a)
 
    O PL nº 330/05, do vereador Wagner Freitas, deverá ir a voto em plenário nos próximos dias.
    Ele pretende suprimir o art. 26 da Lei n° 6033/04 - que proíbe rodeios, vaquejadas e cavalhadas em Guarulhos.
    Em 07 de outubro de 2009 houve um amplo debate em audiência pública na Câmara Municipal de Guarulhos onde especialistas demonstraram a tortura e sofrimento dos animais nesses eventos. 
    O PL 330/05 fere a Constituição em seu artigo 225 (VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade) e a Lei Federal de Crimes Ambientais n°9605/98 em seu artigo 32 (Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. - Pena: detenção de três meses a um ano, e multa).
    Conto com seu voto pela manutenção do texto original da Lei Municipal 6033/04 e seu art. 26 - que tem sido motivo de menções honrosas em todo território nacional. 
     Vote "NÃO" ao PL nº 330/05!
 
NOME
CIDADE / ESTADO 
 

 
E-MAILS DOS VEREADORES DE GUARULHOS-SP
 

Instituto Nina Rosa - Projetos por amor à vida
Organização independente sem fins lucrativos
 
Para receber este informativo, 
cadastre seu e-mail em 
http://migre.me/NKtt

O terrorismo de Columbine

Artigo de Mauro Santayana, publicado no JB, via Conversa Afiada

É difícil separar a emoção da razão, quando escrevemos sobre tragédias como a de ontem. A morte de crianças nos toca fundo: pensamos em nossos próprios filhos, em nossos próprios netos. Por mais que deles cuidemos, são indefesos em um mundo a cada dia mais inóspito.

Crianças e professores são agredidos pelos próprios colegas nas escolas. Traficantes de drogas e aliciadores esperam às suas portas a fim de perverter os adolescentes. Em 1955, baseado em livro de Evan Hunter, Richard Brooks dirigiu um filme forte sobre a brutalidade nas escolas norte-americanas, Blackboard Jungle, exibido no Brasil com o título de Sementes da Violência.

É difícil entender como um rapaz de 24 anos se arma e volta à escola onde estudara, a fim de atirar contra adolescentes. No calor dos fatos, com a irresponsabilidade comum a alguns meios de comunicação, associaram o crime ao bode expiatório de nosso tempo, o “terrorismo muçulmano”. No interesse dessa ilação, chegaram a anunciar que isso estava explícito na carta que ele deixou. Ela, no entanto, revela loucura associada não ao islamismo, mas, sim, às seitas pentecostais, de origem norte-americana, com sua visão obscurantista da fé. São seitas que alimentaram atos de loucura como o de Jim Jones, ao levar 900 de seus seguidores, a Peoples Temple, ao suicídio, na Guiana, em 18 de novembro de 1978. É o que hoje fazem pastores da Flórida, ao queimar um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos – e provocar a reação irada de fiéis no Iraque e no Afeganistão. Segundo revelou sua irmã, a mãe adotiva de Wellington, cuja morte o transtornou, pertencia à seita das Testemunhas de Jeová, preocupada com a pureza do corpo, que o assassino menciona em sua carta. A referência à volta de Jesus e ao dogma da Ressurreição dos justos, não deixa dúvida. Ele nada tinha a ver com o Islã, apesar de suas recomendações lembrarem ritos mortuários comuns às religiões monoteistas.

A carta revela um jovem perturbado pela idéia de pureza. Aos 24 anos, o assassino diz que seu corpo “virgem” não pode ser tocado pelos impuros. Ao mesmo tempo, presumindo-se herdeiro da casa que ocupava em Sepetiba, deixa-a, em legado, para instituições que cuidem de animais abandonados. Os cães, que são a maioria dos bichos de rua no Brasil, são, para os muçulmanos, animais amaldiçoados.

É preciso rechaçar, de imediato, qualquer insinuação de fundamentalismo islamita ao ato de insanidade do rapaz. O pior é que homens públicos eminentes endossaram essa insensatez. O terrorismo de Wellington é o dos atos, já rotineiros, de assassinatos em massa nas escolas norte-americanas, a partir do episódio de Columbine em 20 de abril de 1999. Desde que os meios de comunicação e do entretenimento transformaram o homem nesse ser unidimensional, conforme Marcuse, o modelo de vida, que o cinema, as histórias em quadrinhos, a televisão e, agora, a internet, nos trazem, é o da pujante, bem armada e soberba civilização norte-americana. Ela nos prometia a realização do sonho da prosperidade, da saúde, da segurança, do conforto e da alegria, da virilidade e da beleza. Mas essa civilização é apenas pesadelo, contrato faustiano com o diabo, sócio emboscado da morte. O diabo começou a cobrar seu preço, ao levar essa civilização à loucura, no Vietnã; nas muitas intervenções armadas em terra alheia; em Oklahoma, em Columbine, em Waco, e nos demais assassinatos coletivos dos últimos anos.

Limpemos as nossas lágrimas, e reflitamos se vale a pena insistir nessa forma de vida. Se vale a pena continuar sepultando crianças, e com elas, os sentimentos de solidariedade, de humanismo, de civilidade e de justiça. As crianças que morreram ontem, ao proteger as mais fracas com seus corpos, nos disseram o que temos a fazer, para que a vida volte a ter sentido.

O desejo secreto de Bolsonaro

Caros,

creio que todos vocês já assistiram o filme Beleza Americana. 

Não farei aqui comentários acerca do pertencimento deste ao circuito hollywoodiano de besteirois, ou não.

O que me vale aqui é a personagem vivida por Chris Cooper, o Coronel Frank Fitts.

Ele é o estereótipo do doutrinado militar.

Rígido e austero como um estoico.

Um que deixaria Zenão, Epiteto e Marco Aurélio com uma pontinha inconfessável de inveja.

Como resultado de seu "fundamentalismo", o Coronel Fitts faz da sua esposa um vegetal e de  seu filho um desajustado social, que trafica secretamente e burla os métodos (falhos) de controle de seu pai.

E isso é um sintoma de que a relação pai-filho é, nesse caso, das mais . . . hmmm. . . do tipo clássico mando-obediência.

Até que o pai suspeita que o filho esteja se prostituindo com seu vizinho, o protagonista vivido por Kevin Spacey. 

A reação do pai pode ser vista no video acima a partir do primeiro minuto.


E é a mais esperada e "natural", dado o que acima dissemos a respeito do referido Coronel.

O que surpreende é o que acontece no sexto minuto do video: nosso estoico de repente sai do armário e tem um lapso "epicurista", no sentido errado, mas mais conhecido do termo.

É aqui, impaciente leitor, que encontramos o desejo secreto de nosso escroto digníssimo deputado Bolsonaro, que, diga-se de passagem, tem a mesma formação militar - estoica - da personagem que ora assistimos. 

E o fundamentalismo do nosso boçal nobre deputado é temperado com convicções cristãs - distorcidas, claro - que dão uma coloração ainda mais idiossincrática às suas declarações. 

Lembram-se de ele ter "recomendado" a porrada como meio de "curar" um filho que "esteja virando "gayzinho"??? 

Será que ele mesmo apanhou muito?

Será que tem mesmo é vontade de apanhar? 

Não que eu esteja incitando agressão física ao deputado. Longe de mim!

Mas de repente ele gosta de um lance mais . . . sado-maso. E eu não estou aqui para recriminar os desejos do deputado. . . Isso é com ele. . .

E Freud explica. 

Apesar de que eu suspeito mesmo é de esquizofrenia. . . no popular, cuca-rachada.

E isso nos aproxima do atirador que esta quinta-feira abriu fogo numa escola no Rio.

Outro fundamentalista - e, pasmem! não é muçulmano! 

Isso deve ter chocado muitos, não?!

Afinal, os desarrazoados são só os muçulmanos, homens-bomba. 

Os cristãos não.

Enfim. . . o que não se percebe é que, para voltarmos ao vergonhoso representante de nosso congresso, o fundamentalismo está num como noutro. 

E talvez mais: o pseudo-esclarecimento do deputado é certamente o que estimula jovens mais cabeça-fraca, cooptados facilmente por extremistas recalcados e com desejos secretos, tal como nosso deputado Fitts Bolsonaro.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Belo Monte . . . de merda

Não sou a favor da usina de Bolo Monte.
Pilha de comentários sobre Belo Monte

Não, depois de ter lido muito algumas coisas sobre o assunto, vejo isso como estrategicamente interessante para o Brasil.

Sem mencionar a tristeza que é ver que mais um governo se acovarda e não se faz capaz de implantar mudanças que mereçam esse nome.

Já temos autossuficiência em petróleo.

Álcool devidamente estruturado.

E um potencial incrível de energia solar e eólica.

Sem contar o mar. . .

De modo que, parece-me, Belo Monte nasce arcaica.

E há outras razões mais, que estou com preguiça de não cabem aqui dizer.

Mas é lastimável ver como a mídia (o PiG, segundo PHA) passou a divulgar o parecer da OEA sobre a construção da usina.

Mirian Leitão

Sardenberg

Willian Waack (é assim que se escreve???)

E aposto que mais do time virão.

O Reinaldinho Cabeção (segundo descrição do blog da Tia Carmela), certamente será um deles.
E aí, coerência é lucro!

Fato é que o PiG se fia tanto na decisão da OEA sobre Belo Monte e, dada sua idiossincrática memória seletiva, ao mesmo tempo, silencia sobre a decisão - da mesma organização - sobre o respeito aos direitos humanos no Brasil.

E isso é muito mais importante do que Belo Monte, diga-se de passagem, pois o Brasil, se não começar a abrir as caixas-pretas do regime militar, será considerado um país "fora-da-lei".

E isso conta mais do que ser considerado um país "poluidor", já que nenhum país desenvolvido tem moral ou mesmo interesse para falar a esse respeito.

E os magníficos noticiosos ainda aludem como problema para o Brasil o fato da "relação próxima" (sic) com o Irã.

Pois Guantanamo não existe.

Nem a Líbia.

Só falta agora um comentário da Marina Silva. Que certamente vai dizer que discutir Belo Monte é prioritário, e que decerto um plebiscito viria a calhar.

Mas esse já é outro Belo monte. . . de merda, também.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cultura caraíba. . . enquanto ainda somos exóticos para nós mesmos

Não vou aqui dissertar sobre o já conhecido espírito de vira-latas de todos boa parte dos brasileiros quando o assunto é cultura. E também não pretendo cair no conto da semicultura daqueles que desprezam a cultura popular e nossas tradições como se elas fossem algo do que se envergonhar - haja vista a consideração que se tem em meios autorrotulados "cults" de fenômenos ímpares como o carnaval e outros mais. . . Carnaval é vergonhoso; mardi-gras, não. 
Fato é que é imperativo que valorizemos nossa cultura, e vejo que estamos tão longe disso que acabamos por apelar ao "pitoresco" para poder apresentar algo que a nós deveria ser natural. É como se fôssemos exóticos para nós mesmos - afinal, todos comem hamburgers e hot-dogs, strudels e até sushi. Mas comida étnica é vatapá, acarajé e tutu-de-feijão. 
Enfim. . . estamos ainda distantes de nós mesmos quando notamos que nossa cultura é mais estranha para nós do que imaginamos. . . mas esse tico-tico da Neojibá. . .